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29 abril 2011

Heroínas...

Exposição no Museu Thyssen-Bornemisza
De 8 de Março a 5 de Junho


Alguns quadros expostos:


De John William Waterhouse - La bola de cristal. 1902
Colección Pérez Simón - México


De Edward Hopper - Habitacion de hotel, 1931
Museo Thyssen-Bornemisa - Madrid


De Berthe Morisot - Autoretrato, 1885
Musée Marmottan-Monet, Paris


De Gustav Adolph Henning - Muchacha leyendo, 1808
Museum der Bildenden Künst - Leipzig


De Peter Paul Rubens - Diana caçadora, c.1920
Museo Nacional del Prado - Madrid
. De Anselm Feuerbach - Ifigénia (segunda version), 1871
Staatsgalerie - Stuttgart .


Baronesa Thyssen
Rica. Irreverente. Frontal. Desconcertante. Assim é Cármen Thyssen a mulher que é viúva do barão Hans Heinrich von Yhyssen-Bornemisa.
(Segue um pequeno excerto de um texto da autoria do jornalista Nuno Ribeiro, saído no Público em 26 de Abril)
.
"No Thyssen de Madrid está patente a primeira parte da exposição Heroínas, uma mostra de obras sobre mulheres independentes, criadoras, dominadoras e triunfantes com quadros do século 19 à actualidade.
“nesta exposição identifico-me mais com a secção dedicada às mulheres guerreiras, porque o somos.”, admitiu a baronesa.
Ela foi-o e continua a sê-lo. O seu percurso atesta um desejo de independência. Desde jovem. Com 18 anos, na Espanha franquista de educação e costumes espartanos, ganhou o concurso de Miss Catalunha e, depois, o de Miss Espanha. Era bela e tinha, dizem as crónicas, um sorriso avassalador. Foi Miss Europa e terceira, em Miami, no concurso de Miss Universo..
A mesma rebeldia levou-a a outra… polémica. Desta vez com a Câmara da capital e o presidente Alberto Ruiz-Gallarrdon. Após vários pré avisos contra a remodelação do eixo Prado – Recoletos, que o arquitecto português Siza Vieira ganhou em concurso, em 5 de Maio de 2007, a baronesa acorrentou-se a uma árvore do jardim do Museu Thyssen. Imagem única. “Ecologista de Chanel”, ironizaram alguns. Mas protesto efectivo. Em 13 de Dezembro daquele ano, as partes assinaram o armistício: junto ao Thyssen só haverá três vias de trânsito em vez das cinco previstas. Sisa Vieira multiplicou-se em explicações, assegurando que o seu projecto não contemplava o derrube de árvores históricas. Contudo, da polémica, ficou a foto da propaganda…"
Nuno Ribeiro

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